O Prontuário Eletrônico no Brasil e no Mundo
KUBBO Saúde

Países como EUA e Europa se destacam no uso do Prontuário Eletrônico do Paciente em seus sistemas de saúde. Nesses locais, a TI nas redes de saúde tanto pública como privadas já vem avançando de forma crescente e constante.

Nos Estados Unidos, desde 1997, cerca de 70% dos hospitais americanos com mais de 100 leitos já tinham iniciado a implantação de prontuário eletrônico. Na Europa, em especial na Holanda, na Suécia e na Inglaterra, houve um progresso considerável com respeito ao desenvolvimento e à implantação de modelos do prontuário eletrônico voltados ao atendimento básico. A Inglaterra, em seu projeto nacional de saúde, aplicou £6.2 bilhões na criação do seu registro eletrônico de paciente.

Seguindo o exemplo, o Prontuário Eletrônico de Pacientes vem sendo discutido e implementado no Brasil desde 2002, quando o Conselho Federal de Medicina através das resoluções 1.638 e 1.639, definiu suas características gerais.

De lá pra cá, os avanços foram resistentes e lentos em relação ao exterior, porém um sistema de saúde bem informatizado começa a deixar de ser um sonho distante no Brasil e aos poucos vem conquistando a confiança de profissionais de saúde e pacientes.

A Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, instituição localizada na Bahia, adotou o modelo Hospital Sem Papel, com todos os documentos sendo emitidos através de certificação digital. Todos os envolvidos diretamente com o prontuário do paciente (médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, enfermeiros, etc.) usam um cartão individual. Está é uma realidade que responde aos conceitos de sustentabilidade e TI Verde.

Atento ao crescimento desse método de gestão clínica, em 2011 a Bradesco Saúde lançou o serviço de prontuário eletrônico para sua carteira Concierge através de parceria com o KUBBO – Sistema de Gestão em Saúde. O prontuário armazena todo histórico clínico do usuário, inclusive com a possibilidade de uploads dos exames realizados. Conta também com uma ferramenta online para convidar os médicos de confiança, via e-mail, a incluir informações clínicas. O sistema tem um canal de comunicação com os médicos para esclarecimento de dúvidas e questionários de autoavaliação sobre a condição de saúde do paciente. Em casos de emergência é possível visualizar dados do segurado através do site KUBBO inserindo o número do cartão Bradesco Saúde.

Como prova de uma crescente visibilidade e reconhecimento do Prontuário Eletrônico no país, em fevereiro deste ano foi divulgada uma cartilha educativa elaborada pelo Conselho Federal de Medicina e pela SBIS – Sociedade Brasileira de Informática em Saúde. Trata-se de uma normatização de prontuários eletrônicos no Brasil: Visão Geral, Certificação Digital e regras para um prontuário 100% digital. Na cartilha também foram disponibilizados esclarecimentos às principais dúvidas a respeito do assunto.

Apesar das dificuldades de implementação existentes no Brasil, é indiscutível a importância na utilização do Prontuário Eletrônico a fim de identificar os usuários, facilitar a gestão dos serviços, a comunicação e o compartilhamento das informações em um país com dimensões continentais e imensa diversidade cultural.

Esse tipo de registro da saúde proporciona qualidade ao atendimento e à gestão pública, com condições de superar os desafios para implantação e vem se tornando uma prática cada vez mais comum e de sucesso na medicina brasileira.

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